BIOGRAFIA



Aquiles Priester nasceu na África do Sul, mas veio ainda criança para o Brasil, passando a infância e adolescência em Foz do Iguaçu, no Paraná, até mudar-se para Porto Alegre (RS). Foi lá que começou a levar a música mais a sério, participando de diversas bandas, até montar o grupo de heavy metal Hangar, em 1997, quando começou a desenvolver o estilo que o tornaria famoso mundialmente.O Hangar lançou dois Cd’s: Last Time e Inside Your Soul e o próximo cd já está a caminho.
No Hangar, abriu um show para o Angra, e em 2000, de passagem por São Paulo, Priester foi apresentado a Kiko Loureiro, que o convidou para fazer um teste para a banda, na época sem baterista: “Kiko e Rafael me falaram que já estavam testando outros bateristas e que se achassem algum baterista interessante eu perderia a chance. Na hora eu falei para eles: - Faça o teste com quem vocês quiserem, mas não decidam nada antes de me ver tocando. Mais tarde eles me disseram que essa confiança e segurança que eu tinha passado foram decisivas para que eles esperassem para me ver tocando ao vivo.”
Em 2004, ele foi eleito o melhor baterista de heavy metal do Brasil, pelas revistas Rock Brigade e Roadie Crew, as duas maiores publicações do gênero no país. Também venceu a votação no site brasileiro Whiplash. Na revista Burrn! do Japão, Priester foi o único brasileiro a entrar no ranking dos 30 melhores bateristas, em 2004, ocupando o 4º lugar na votação geral, posicionando-se à frente de nomes como Nicko McBrain (Iron Maiden) e Lars Ulrich (Metallica). “Hoje olho para trás e vejo que por mais duro que tenha sido o caminho que percorri para chegar onde estou, sempre tive a perseverança para acreditar que quem realmente sonha e faz por merecer, consegue. Sou uma pessoa comum que tinha um sonho e foi atrás para realizá-lo, e por mais difícil e ardorosa que tenha sido essa jornada, no fundo eu sempre soube que esse era o meu destino: - Ser músico. Em todos esse anos sempre existiram muitas superstições e outras coisas que me fizeram acreditar que esse era o caminho. No meio disso tudo sempre tive comigo um provérbio chinês que diz o seguinte: “Onde há uma vontade, há um caminho”.
Se você tem uma vontade, você pode fazer o seu caminho...
Aquiles Priester


INSIDE MY DRUMS




O vídeo registra um dos workshops que o batera fez ao longo de 2003 por todo o Brasil e foi gravado no Auditório Mix Music Hall do EM&T, em São Paulo, no dia 29 de novembro.
Assistindo-se às duas horas do DVD fica fácil entender porque o público e a imprensa especializada consideram Aquiles Priester o principal baterista de Heavy Metal do Brasil. Afinal, ali está, sem difarces e dissecada por várias câmeras, toda a técnica de Aquiles pilotando uma inacreditável bateria com quase 30 peças, ele faz esse kit monstruoso parecer pequeno, já que dá conta dele com tranqüilidade.
Como uma das marcas registradas do batera é o trabalho de dois bumbos, há uma câmera que registra essa performance praticamente em tempo integral. E o resultado impressiona, já que a precisão e a velocidade atingidas por Aquiles parecem simplesmente inalcançáveis. “Live In Concert – Inside My Drums” é um vídeo obrigatório para qualquer um que tenha o mínimo de curiosidade em saber como é feita aquela música que você tanto curte. Aquiles explica isso em detalhes neste DVD.

(Antonio Carlos Monteiro)

Track List do DVD:

1. Acid Rain
2. Inside your Soul
3. Judgement Day
4. Running Alone
5. Legions of Fate
6. Millennium Sun
7. Hunters and Prey
8. Falling in Disgrace
9. Unholy Wars
10. Heroes of Sand
11. No Command
12. Nova Era

Bonus Tracks:

Ask the Lonely (Journey)
Hangar version – Very Special Guest: Edu Falaschi
Perfect Strangers (Deep Purple)
Hangar version
Drum Solo
Recorded at Credicard Hall, São Paulo, on December 21st, 2002.
Extras: Bastidores da Workshop Tour pelo Brasil, Entrevista, Multi Angle, Bonus Tracks e Galeria de Fotos.


INSIDE MY PSYCHOBOOK




Por que lançar um livro com 100 exercícios de dois bumbos? Para mim, isso é muito fácil de responder. Em todo trabalho que venho realizando nos últimos 10 anos, esse é meu enfoque principal.
A técnica de dois bumbos hoje faz parte da linguagem musical do baterista moderno e deixou de ser uma ferramenta exclusiva do músico que toca heavy metal. A evolução das idéias e das técnicas desse estilo está sempre à frente e, a cada dia, percebo que o estudo dos dois bumbos é interminável, pois até as novidades estão sempre sendo recicladas. Desde que comecei a fazer workshops, sempre escuto a mesma pergunta em todos os eventos: qual o exercício ideal para aumentar minha habilidade nos dois bumbos? Esse método é a minha resposta para essa pergunta. Aqui estão 100 exercícios, dos básicos aos avançados, que mostram meu estilo de tocá-los.
Fiz questão de reforçar bem a base, já que sem isso não existe estrutura para se desenvolver corretamente e seguir desbravando o estudo desse estilo sem limites. Alguns exercícios foram tocados com dois rides mas, caso você não tenha dois rides no seu kit, pode fechar bem o seu hi-hat esquerdo e utilizá-lo para tocar os exercícios. Foi assim que comecei a desenvolver a mão esquerda nos grooves e a me interessar pelo segundo ride.
Naturalmente, eu conduzo os grooves quaternários em colcheias, acentuando a primeira e a terceira notas usando “down stroke”, enquanto a segunda e a quarta toco praticamente como “ghost note”, usando “up stroke”. É isso que caracteriza o meu groove e, dessa forma, mesmo tocando heavy metal, minha condução não fica reta e mecânica. Antes de começar os exercícios, dependendo da fórmula de compasso, o metrônomo tocará um compasso de espera – com exceção dos exercícios em que o andamento é mais rápido, nos quais deixei dois compassos de espera.
Estudar os exercícios dessa forma aumentará significativamente sua intimidade com a técnica de dois bumbos. Conforme você for praticando, outras novas idéias de grooves surgirão e você ainda ampliará cada vez mais o seu vocabulário.
Muita sorte e boa prática para todos! Um abraço,
Aquiles Priester


THE REASON OF YOUR CONVICTION



“The Reason Of Your Conviction” é um disco que pode ser interpretado de várias formas, principalmente porque são inúmeras as características que o compõem. Flertando com várias tendências e levando a capacidade técnica de seus músicos a extremos, o álbum jamais fica em cima do muro, preferindo mostrar uma cara e uma identidade totalmente próprias. Em vez de se acomodar na mesmice, o Hangar preferiu subverter algumas regras e se atirar de cabeça em aspectos tão esquecidos pelo heavy metal dos dias antissépticos em que vivemos, como ousadia, técnica e feeling. Como já vimos, com “The Reason Of Your Conviction” o Hangar resolveu saltar para os níveis mais altos de projeção dentro da cena do metal mundial. É quase impossível que não consiga.

(Antonio Carlos Monteiro)

Tracklist:

01. Just The Beginning
02. The Reason Of Your Conviction
03. Hastiness
04. Call Me In The Name Of Death
05. Forgive The Pain
06. Captivity (A House with a thousand rooms)
07. Forgotten Pictures
08. Everlasting Is The Salvation
09. One More Chance
10. When The Darkness Takes You
11. Your Skin and Bones (Bonus Track for Japan)

Bonus videos:
Call Me In The Name Of Death [video clip]
Call Me In The Name Of Death [making of]


FREAKEYS


"Tudo pode ser estranho, dependendo do ponto de vista".
Seja franco: quantas vezes você já viu um trabalho musical baseado em apenas uma frase? E numa frase ao mesmo tempo despojada e enigmática como essa aí em cima? Pois foi com base nesse dito que quatro conhecidos e virtuosos músicos de heavy metal desenvolveram seu trabalho.
O Freakeys nasceu para que Fábio Laguna (Angra e Hangar), Aquiles Priester (Angra e Hangar), Felipe Andreoli (Angra e Karma) e Eduardo Martinez (Hangar e Lápide) pudessem fazer “coisas que jamais faríamos nas nossas outras bandas”, como explica o baterista. O resultado disso acabou sendo uma música dífícil de rotular, uma espécie de mix de heavy metal com progressivo, temperado com muita ousadia e criatividade, mas muito fácil de se apreciar.
Para chegar no resultado que se ouve no disco de estréia, a banda trabalhou de forma totalmente inusitada. Fábio escreveu todos os temas em quarenta dias para seu novo disco solo, e quase um ano depois, junto com Aquiles, definiu os arranjos que seriam as bases do início do trabalho. O que seria um disco solo tomou naturalmente o caminho para um projeto tamanho o comprometimento dos músicos com as novas composições. Os dois ensaiaram os temas e os passaram para Felipe e Martinez. O passo seguinte foi a gravação: cada músico gravou em estúdio diferente, já que a idéia era que cada um trabalhasse onde se sentisse mais à vontade.
Agora, Freakeys, disco que leva o nome do quarteto, está saindo pela Voicemusic, para mostrar aos fãs de heavy metal em particular e de boa música em geral que, dependendo do ponto de vista, tudo pode ser estranho – mas pode ser muito bom também. Deixe a música do Freakeys surpreender você!!!

Tracklist:
1. One Cup One Lighter One Jack
2. Beetle Dance
3. The Dream Seller
4. Golden Bullet
5. Gallamawhat?!
6. Zoo Zoe
7. Freakeys
8. One More Coffee
9. Requiem Aeternam
10. Rucula’n’Rum


A MÁSCARA





Como surgiu e quais os detalhes da máscara do Polvo que você sempre costuma usar?

Aquiles Priester: Na verdade isso aí foi uma brincadeira, a gente estava fazendo uma tarde de autógrafos em Limeira/SP e eu vi uma máscara, que na verdade era uma máscara de goleiro de hockey. Aí quando eu vi a máscara pensei: " pô essa máscara vai ficar legal na minha bateria", porque ela era de alumínio, então, ia combinar com as ferragens, aí eu pedi a máscara,que era de uma pessoa que estava realizando o show lá, ele me deu e eu começei a usar.
Quando eu fui lançar o meu DVD ( Inside My Drums ), eu tava pensando em usar essa máscara como símbolo meu, só que aí eu fiquei preocupado com os direitos autorais, de saber de quem era a máscara, pois eu estava usando uma coisa que eu não sabia de quem que era. Então eu resolvi criar uma máscara utilizando o apelido que o Edu me deu ( Edu Falaschi - vocalista do Angra ) né, de POLVO, então aí eu peguei aquela antiga máscara minha e mantive as mesmas características e tentei dar uma cara de polvo-cibernético-alienígena. E foi assim que pintou, foi mais um esquema de brincadeira, não tinha uma intenção de ter um ícone, de ter uma imagem minha, sabe, foi coisa que acabou rolando, acho que foi até por isso que deu certo.

Retirado da entrevista realizada pelo site Rock on Stage.


O AUTÓGRAFO



Blog APP: Sobre o autógrafo, como você criou algo tão diferente e criativo?

Aquiles: Na verdade esse autógrafo já existe a mais ou menos uns 16 anos, pois na época que eu desenhava bastante eu costumava assinar meus desenhos dessa forma. Acho que a assinatura/símbolo que o Derek Riggs (desenhista que fez a maior parte das capas do Iron Maiden) usava me inspirou a tentar algo novo.


Aquiles Priester - AGENDA


16/11 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - São Carlos/SP

28/11 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Rondonópolis/MS

29/11 - Aulas Particulares com Aquiles Priester - Cuiabá/MT

30/11 – Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Cuiabá/MT

02/12 – Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Campo Grande/MS

03/12 – Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Dourados/MS

06/12 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Três Lagoas/MS

08/12 - Aulas particulares com Aquiles Priester em Curitiba/PR.

09/12 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Curitiba/PR

SHOWS - HANGAR:


12/10 - Hangar + Andre Matos e Banda - São Paulo/SP

13/12- Hangar + Andre Matos e Banda – Curitiba/PR

14/12- Hangar + Andre Matos e Banda - Porto Alegre/RS

18/12- Hangar + Andre Matos e Banda – Campinas/SP

19/12- Hangar + Andre Matos e Banda - Belo Horizonte/BH

20/12- Hangar + Andre Matos e Banda - Rio de Janeiro/RJ


Bateria Mapex Aquiles Priester



A Mapex, uma das maiores fabricantes de baterias no mundo, criou a bateria Mapex Limited Edition Aquiles Priester linha signature. Essa homenagem ganha mais importância ainda quando se leva em conta que é a primeira vez que um baterista brasileiro ganha um modelo de bateria signature fabricado por uma empresa internacional. A madeira utilizada para a fabricação foi a basswood, que é uma madeira que explora muito bem os sons mais graves. A bateria é composta por dois bumbos de 22”X18,5”, tons de 12”X10” e 13”X11”, surdo de 16”X16” e caixa de 14”X5,5”. A espessura de parede de todas as peças é de 9 mm, com exceção dos bumbos, que é de 12 mm. O bumbo não tem furação e os tons vêm com um sistema de suspensão sem furos na madeira e o acabamento de toda bateria é encerado. Ainda complementam a configuração da bateria duas estantes para pratos (uma reta e uma girafa), uma estante de caixa, banco e uma máquina de chimbal.




Michely Sobral

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BRASIL, Nordeste, FORTALEZA, Mulher




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Aquiles Priester e John Wackerman entrevistados por Terry Bozzio.



Durante a realização feira Namm Show 2010, Aquiles Priester e John Wackerman foram entrevistados por Terry Bozzio para o Drum Channel. Para ver a entrevista,
clique aqui!



- Postado por: Michely Sobral às 12h32
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2º Diário Vinnie Moore Tour 2010 – By Aquiles Priester

 

Viajamos durante seis horas de van de Salerno, para fazer o show em Pisa, também na Itália... Logo que acabamos o show, depois que o equipamento estava todo na van, seguimos direto para o aeroporto de Milão para pegar um vôo no dia seguinte às 10h da manhã... Saímos de Pisa às 4h da manhã e nem tive a chance de ver a “bendita torre que não cai”... Foram mais 6 horas para voltar e sem dormir. Pegamos um vôo para Budapeste e uma conexão imediatamente para Istambul, na Turquia. Para a nossa felicidade, o hotel ficava numa avenida movimentada da cidade e o pub onde iríamos tocar do outro lado da rua. Só colocamos as malas nos quartos e meia hora depois (sem dormir direito pela terceira noite consecutiva), iríamos iniciar todo o processo do primeiro show da tour sem o nosso equipamento, que ficou na van na Itália. E como eu já imaginava, não foi nada fácil... Mas isso tudo começou uma semana antes...

Eu e o Mike Dimeo nos encontramos no aeroporto em Roma no dia primeiro de fevereiro, onde fomos recepcionados pelo Gabrielle, que trabalha na empresa que está agenciando todos esses shows... Mal sabíamos a figura que esse cara era, mas com o passar dos dias, fomos nos dando conta. O Mike foi extremamente simpático já no nosso primeiro encontro e ele já tocou com bandas como Riot, The Lizards, Masterplan entre outros... É um cara bem experiente com turnês pela Europa, já fez isso diversas vezes...

Assim que chegamos ao hotel tomamos um banho e fomos procurar algo para comer. Fomos informados pela recepção que o Vinnie Moore já estava no hotel, mas preferimos não ligar para ele, pois possivelmente estaria dormindo... Fizemos certo. Mais tarde recebemos uma ligação dele e fomos os três jantar. Conversamos sobre o repertório logo após o jantar no quarto do Vinnie, para definir a ordem e em seguida fomos dormir...
O Vinnie sempre foi muito receptivo às nossas ideias e isso mostrava que seria uma tour muito tranquila de se fazer, mesmo com a agenda muito apertada...

No dia seguinte, o primeiro ensaio e o encontro com o baixista Lars Lehmann, que toca com o Uli Jon Roth e o técnico de som do UFO Martin Lessen, que também é alemão assim como o Lars. Os dois chegaram direto do aeroporto para o ensaio, já treinando para a agenda dura que teríamos na tour...
Depois que todo o equipamento estava montado, começamos a ensaiar o repertório e tocávamos as músicas duas ou três vezes cada uma, já no palco da casa de show Cross Roads, onde foi nosso primeiro show. O primeiro dia foram umas cinco horas de ensaio fora a montagem do equipamento e jantamos numa pizzaria deliciosa, onde tiramos a primeira foto juntos.

No dia seguinte a mesma coisa, mais umas seis ou sete horas de ensaio tocando as músicas, agora já com o PA aberto e com o som passado. Ensaiamos já com o som do show e apesar do frio infernal da casa de shows, os ensaios foram muito bons. Às vezes eu olhava para o lado e via o Vinnie tocando músicas como Daydream, Cinema, Check it out! e simplesmente não acreditava que eu estava ali... Em 1995, tive uma banda chamada Infra Blue e nós tocávamos algumas músicas do Vinnie e de repente 15 anos depois, estou eu na bateria tocando essas músicas dele e com ele. Na primeira vez que tocamos a música Cinema do disco Meltdown, me lembrei do meu amigo Richard Powel, que é guitarrista e um grande fã do trabalho do Vinnie. Ele ía ver os nossos ensaios naquela época, no estúdio do Frank Solari, em Porto Alegre. Muito bem, depois do ensaio fomos na mesma pizzaria do dia anterior e percebi que a pizza do Brasil é melhor que a italiana... (risos). Durante o jantar aproveitei para autografar todos os meus CDs do Vinnie que eu tinha comprado ao longo dos anos... Ele achou legal um baterista ter todos os CDs dele... (risos).

No dia seguinte, era o primeiro show. Chegamos às 5h da tarde no local para passarmos todo o show mais uma vez, e estávamos prontos para o primeiro show. Apesar de terem sido somente dois ensaios e uma passagem de som, tudo correu bem e todos ficaram satisfeitos com o resultado do primeiro show... Principalmente os fãs do Vinnie.

No segundo show estava tão frio, que quando chegou a hora da música Saved by a Miracle , em que é o meu solo, eu nem estava suando ainda... Mas mesmo assim, o fiz... Preciso fazê-lo... É diferente fazer um solo com o Vinnie apresentando a música e me apresentando antes dela... Já rola uma pressão... Outra coisa que pressiona também, o solo de bateria é no meio da música, logo os caras da banda ficam no palco esperando a hora que faço uma convenção na bateria (que é sempre a mesma) para voltar para a música... O problema é que quem gravou o solo da música foi o Tommy Aldridge e estou tocando da minha forma, mas remetendo ao solo dele em algumas partes... Preciso respeitar o grande mestre dos dois bumbos... Além dele, o Vinnie já tocou com Joe Franco, Steve Smith, Shane Gaalaas, Van Romaine entre outros e o Mike já tocou com o Bobby Rondinelli, Bobby Jarzombek, entre outros... E isso sem falar do Lars... Ou seja, eles já tocaram com grandes bateras que eu admiro muito...

Dessa vez estou fazendo um solo livre, sem convenções... Quando está chegando a hora de eu entrar no solo, eu penso no que fazer na hora de iniciar e depois vou tocando o que me dá na telha... Solo livre é sempre arriscado e algumas vezes você não tem muita sorte na execução e outras, tudo flui naturalmente... É uma forma de treinar bastante o seu improviso, mas com esses caras parados no palco me assistindo todas as noites, é bem difícil...

Depois do terceiro show fomos para Teramo, ainda na Itália, onde o Vinnie iria fazer um workshop... Foi muito legal poder prestar atenção nele tocando todas as músicas que eu já estava acostumado a ouvir no meu iPod... A pegada, precisão e feeling dele são impressionantes...
Foi nesse dia que tivemos a chance de conhecer o Gabrielle (nosso agente italiano), que no meio do pub onde estava sendo o feito o workshop ele soltou um peido terrível, que apavorou a todos que estavam no bar. No momento seguinte, eu e o Mike o pegamos numa chave de gravata...

No show seguinte ao workshop, fiz um solo um pouco mais longo pelo lugar ser menor que os outros e me senti à vontade com isso... Quando terminou o show e entrei no camarim o Vinnie falou: - Hoje seu solo foi animal!!! O público adorou... Eu meio envergonhado falei – Olha eu acho que me estendi um pouco e te devo desculpas por isso... E ele falou: - De forma alguma! Quero que você se divirta nessa tour. Se você estiver feliz eu também estarei... Levei um susto com a grandeza dessa cara e essa grandeza tem aparecido em outros momentos todos os dias...

Depois desse show, fomos para Pisa e depois para a Turquia onde fizemos os primeiros shows com backline local e logicamente que deu problema para todos os lados, mas calmamente resolvemos tudo e os dois shows da Turquia foram demais. Os fãs do Vinnie cantaram todas as melodias de guitarra das músicas e os caras estavam hipnotizados com a forma que ele tocava as músicas... É realmente muito foda ver o cara tocando de perto, ainda mais se você conhece as músicas.

Uma das coisas que preciso comentar que vi em Istambul, é como o pão é utilizado em todas as refeições e todo mundo mete a mão nele sem problema nenhum e ele ainda continua muito bom... Até tirei umas fotos de uma loja só de pães que encontramos quando estávamos voltando para Istambul, um dia depois ao show de Ankara. Após os dois shows na Turquia, no dia seguinte, às 2h30 da tarde voltamos de van até o aeroporto de Istambul e depois de quase 10 horas de viagem (incluindo van e avião), chegamos a Cologne, na Alemanha, para dois “day offs” onde tem neve por tudo... Vou dormir tudo que eu puder, pois daqui para frente, a agenda vai ser ainda mais apertada...

Vamos ter 11 shows em 11 dias... E ainda vamos ter que voar e pegar equipamento local em alguns shows... Não vai ser fácil, mas tenho certeza que tudo dará certo, pois a vibe está muito boa e estamos todos muito felizes de estarmos juntos...

Escrevo mais em breve e envio mais fotos.

Grande abraço,
Aquiles

Para ver mais material da tour clique nos links abaixo:

Fotos
Clique aqui para as fotos.

Vídeo da música Cinema
http://www.youtube.com/watch?v=_CIsIpfPgw8

Vídeo da música Over my Head
http://www.youtube.com/watch?v=ae26cehYWHQ



- Postado por: Michely Sobral às 20h35
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