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Hangar no PowerClick Day – 05/02/09
Por: Marina Dickinson
Cheio de expectativas, o ano de 2009 começou prometendo ser o ano da banda Hangar: lançamento do DVD, gravação e lançamento do novo CD, turne pelo Brasil e pelo exterior e quem sabe a tão sonhada participação numa edição do Wacken (quem sabe dobradinha Wacken brasileiro e alemão?!). Como nem tudo são flores, surgiu o anúncio da saída do Nando Fernandes, que pegou todos de surpresa e parecia que os promissores planos seriam paralisados.
Porém, obstáculos servem apenas para tornar as conquistas mais saborosas! Dia 05 de fevereiro no EM&T rolou o evento PowerClick Day. Com participações especiais de Ricardo Bocci (Viper), Humberto Sobrinho (Glory Opera) e Leandro Caçoilo (Eterna) e um repertório variado entre clássicos do rock e músicas do Hangar, o evento provou que ninguém é insubstituível e que os planos estão mais firmes do que nunca!!!!



O evento começou com Fábio Laguna servindo de anfitrião e apresentando a banda, que teve como guitarrista convidado Rodrigo Fantoni (Bussano), o que deu um ar ainda mais especial a esta apresentação. O primeiro convidado da banda foi Ricardo Bocci. Começaram tocando Wasted Years do Iron Maiden e em seguida tocaram To Tame a Land do Hangar. O segundo convidado foi Humberto Sobrinho, que veio de Manaus especialmente para o evento. Juntos tocaram After All do Black Sabbath, TROYC e Call me do Hangar. O último convidado da noite foi Leandro Caçoilo, que cantou Savior, Hastiness e Perfect Strangers do Deep Purple.
Na saída, a banda sempre simpática atendeu os fãs e foram embora deixando a sensação de que a noite foi apenas o recomeço!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Marina Dickinson
Matéria sobre Aquiles Priester no Site Operação Cavalo de Tróia:
Aquiles Priester em Cuiabá na ótica de Antonio Carlos (TIASQUES)
Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
Neste último final de semana de novembro, mais exatamente dias 29 e 30, Cuiabá presenciou um dos melhores bateristas de Metal do mundo, destruindo (no bom sentido, é lógico) sua Mapex Deep Forest Vanult Signature. Sim, sim, estou falando de Aquiles Priester, baterista das bandas Freakeys, Hangar e da mundialmente conhecida ANGRA.
Para os desinformados, Aquiles começou a estudar bateria com 15 anos, aos 22 anos resolveu aprofundar seu estudo como profissional e hoje com 37 é um dos melhores do mundo no Metal. Aquiles mostrou que além de excelente baterista, também é um excelente educador, e no dia 29 de novembro ele ministrou na escola de musica Chorus, aulas particulares, e esse que vos escreve, logicamente, foi aprender com Aquiles - deixo bem claro pra todos que sou acima de tudo fã dos trabalhos que Aquiles faz -, então aproveitei a aula para saber mais deste Grande Baterista. Ah, e uma observação: no mesmo dia Aquiles foi curtir a noite quente cuiabana e apareceu no Caverna´s de surpresa no show da banda PREDATOR!Ilustre presença, não é verdade?
Aquiles foi aluno de Kiko Freitas, um dos mais renomados baterista da musica brasileira desde o MPB, Jazz ao Fusion, que se conhece aqui e no exterior, e de onde se percebe muito dessa influência em sua forma de utilizar de ritmos brasileiros em suas composições - o tenho como meu ícone nacional. Além do Kiko, Aquiles fez questão de exaltar sua admiração ao baterista João Barone, na hora do seu workshow no dia 30/11.
Parece estranho um baterista de metal gostar de reggae ou baião, mas como ele mesmo disse na aula ministrada, o baterista tem que estar preparado para tudo, e o que mais evoluiu a sua forma de tocar foram os trabalhos COVER´s que fez (isso mesmo, Cover!), além da própria Hangar.
Sobre o domingo, dia do workshow, comentarei apenas que os alunos das aulas particulares tiveram cadeira cativa atrás da bateria-monstro do grande AQUILES. Quem não foi, meus pêsames, quem foi está de boca aberta até agora.
Abraços a todos!
(Antonio Carlos é baterista do “Tiasques” e professor de música no Sest Senat).
Fonte: Site Operação Cavalo de Tróia
Aquiles Priester: Sim, eu acredito em destino!

Recentemente estive em Erechim e Getúlio Vargas no Rio Grande do Sul, para produzir o material que será o primeiro disco de uma nova banda, que tem um estilo de música muito particular e que me cativou logo na primeira audição. A banda é composta por músicos bem novos e também por alguns bem experientes.
Tudo começou num workshop que realizei em Erechim no dia 25 de agosto do ano passado e isso só aconteceu porque o Matheus e o Cristiano decidiram que iriam me levar para lá... Quem encontrou o Matheus e fez o primeiro contato foi o Nando Mello. O workshop teve todos os ingressos vendidos e algumas pessoas até ficaram de pé, de tão cheio que estava o teatro do Sesc.
Logo após o workshop, fomos convidados para comer um churrasco na casa do Cristiano, que é o baterista da banda que estou produzindo. Lógico que chegamos bem atrasados e a carne já estava até meio seca, mas mesmo assim a fome era maior...
Após o jantar, conversamos sobre vários assuntos e um deles foi sobre uma provável produção da banda que o Cristiano e o Matheus tinham de rock progressivo... No meio do papo, Cristiano disse que tinha outra banda com sua namorada Stephanie e que também tinham algumas composições prontas. Imediatamente me interessei pela segunda opção por ser diferente do tipo de música que toco... Eles ficaram de me enviar algumas músicas para eu avaliar e isso só aconteceu quase um mês depois...
Esse tipo de convite sempre acontece, mas nem sempre o material a ser trabalhado parece bom o suficiente e por isso sempre declinei todas as outras propostas que já recebi... Mas dessa vez tinha algo diferente...No final de setembro recebi o primeiro e-mail com as músicas e eu estava um tanto atarefado para ouvir o material com calma e por isso esperei até ter tempo suficiente para avaliar bem o material. Quando iniciei a audição levei um grande susto! As composições eram excelentes e maduras o suficiente para serem trabalhadas... Após alguns e-mails e telefonemas para acertar os detalhes de como fazer o trabalho começar, definimos tudo e agora já estou até de volta da pré-produção e com as músicas prontas para serem gravadas.
Cheguei à Erechim no dia 25/01 em torno das 19h00. Na verdade eu deveria ter descido em Getúlio Vargas, cidade onde a Stephanie tem um sítio e toda a banda já estava a minha espera... Dormi na hora errada e me acordaram em Erechim, que fica uns 30 km depois de Getúlio Vargas... O Cristiano e a Stephanie voltaram e me buscaram...Chegando ao sítio conheci toda a banda e antes de tocar uma nota, conversamos e definimos como iríamos trabalhar nos cinco dias seguintes. Uma semana antes me disseram que eu deveria levar uma sunga, pois o sítio tinha piscina... Não uso sunga e também já sabia que não iria sobrar nem tempo para comer direito... E realmente não sobrou.
Tínhamos que trabalhar e finalizar duas músicas por dia e foi isso que fizemos... Chegamos a trabalhar por dezessete horas consecutivas, sendo doze horas numa música e cinco em outra para cumprir a agenda.Geralmente começávamos ao meio dia e íamos até às duas da manhã, com exceção do dia que fomos até às cinco da manhã.
Adorei essa primeira experiência de produzir o material de outra banda e de outro estilo... Fiquei impressionado com a dedicação da banda e achei que alguns não aguentariam o tranco por causa do nível de estresse, mas tudo rolou muito bem... Algumas vezes chegávamos ao limite e então era hora de sairmos para algum lugar diferente mesmo que fosse só para dar uma volta. No terceiro dia depois do trabalho feito, fomos à casa da irmã da Stephanie, que tinha nada mais nada menos que 34 cachorros... Isso mesmo, 34. Tinha uma pequenininha que era bem briguenta e ao comando: Dá-lhe PAU!!! Ela já começava a latir pensando que era para brigar com alguém... Tinha também o Alemão que era um Labrador lindo que me fez lembrar o Buzz várias vezes... O sorvete da casa era maravilhoso!!! Hahahaha!!!
Mas voltando ao trabalho, reestruturamos e mapeamos todas as músicas e o resultado ficou fantástico. As músicas foram compostas pela Stephanie com ajuda do Cristiano e do seu irmão, o Fabrício, que logo apelidei de “Júnior” por sua semelhança com o irmão da Sandy... (Olhem ele na foto). Em seguida ele também ganhou o apelido de “Festinha 1”, pois o “Festinha 2” era o tecladista Iuri, que era muito calmo e muito prestativo... Acho que todos os tecladistas são assim... Os arranjos dele eram muito bem encaixados nas músicas e todos com muito bom gosto. Completavam o time o baixista Hércules (que não era meu irmão), que toca em bandas de baile da região e tem uma versatilidade incrível, além de muita musicalidade e também o guitarrista Luciano, que simplesmente é o melhor guitarrista da região e dá aulas para todos os guitarristas dos arredores da cidade. Contribuiu várias vezes com idéias brilhantes para os arranjos das músicas.

Luciano, Hércules, Cristiano, Stephanie, Iuri, Aquiles e Fabrício.
Com certeza quem mais sofreu nessa primeira parte do trabalho foi o Cristiano, pois a bateria é o primeiro instrumento que precisar ser definido antes da gravação e várias vezes o ouvi dizendo: - Perdi minha perna! Eu só falava: - Procure que ela deve estar embaixo dos bumbos, quando achar toque os bumbos como se você fosse um pedreiro!!! Algumas vezes eu ouvia o “Festinha 1” reclamando que o seu dedo já estava gasto... A frase mais odiada era quando eu falava: - Tive uma idéia... Teve uma vez que o Luciano disse: - Tive uma idéia! E todos caíram de pau em cima dele...
Ah, a voz da Stephanie desapareceu no segundo dia e apareceu de novo no quarto dia... Segundo eles, aquela experiência de ficar entre doze e dezessete horas por dia em cima do instrumento ensaiando todas as possibilidades de arranjos e execuções de uma música realmente foi a primeira e fiquei muito feliz por ter feito parte dessa loucura.
Lembrei-me muito da dedicação dos primórdios da banda Hangar...
Vamos iniciar as gravações do disco da banda na metade de fevereiro em Criciúma e depois voltamos a Erechim para finalizar todo o processo.
Antes disso, nós da banda Hangar vamos para um sítio perto de Tatuí no interior de São Paulo, para juntar nossas idéias e compor o novo disco da banda, que precisa estar pronto no final de maio. Portanto, segunda-feira, dia 02/02 iniciamos oficialmente o processo de composição do novo disco do Hangar. Pelo que já mostramos um para o outro, esse será o disco mais extremo da banda em todos os sentidos. Vamos surpreender vocês... Prometo que faremos diários para manter vocês todos informados, tá bom?
Ah, só para fechar o título do diário, quem irá trabalhar como engenheiro de som no disco da banda de Erechim, será o Adair Daufembach, que já trabalhou comigo no disco da banda Hevilan e também no tributo ao Vinnie Moore...Mas mesmo assim o que isso tem a ver com o título? Tudo a ver!!! Fiz um workshop em Criciúma no dia 31 de março de 2008 e quem organizou foi o Adair e seu amigo inseparável, o baterista Gilson Naspolini... Mas ainda assim o que isso tem a ver com o título? Agora eu explico...
Tanto no workshop de Criciúma como no de Erechim, eles não estavam certos que seriam capazes de organizar o evento de forma adequada. Eles precisaram ser convencidos por mim e pelo Mello que teriam êxito na realização do evento... Se esses dois workshops não tivessem acontecido, eu nem estaria escrevendo esse diário sobre esse assunto hoje, entendem?
Cada dia, cada decisão faz uma grande diferença... Todos nós não sabemos do que somos capazes até tentar... O que você tentou mudar na sua história hoje? Viva àqueles que acreditam na força de vontade. Viva àqueles que fazem a diferença. E finalmente, viva àqueles que não aceitam um “NÃO” como resposta e fazem qualquer coisa em busca do seu objetivo! Qualquer coisa MESMO!!!
Seja audacioso, se arrependa do que fez, mas NUNCA do que não fez...
Sorte SEMPRE!!!
Aquiles