BIOGRAFIA



Aquiles Priester nasceu na África do Sul, mas veio ainda criança para o Brasil, passando a infância e adolescência em Foz do Iguaçu, no Paraná, até mudar-se para Porto Alegre (RS). Foi lá que começou a levar a música mais a sério, participando de diversas bandas, até montar o grupo de heavy metal Hangar, em 1997, quando começou a desenvolver o estilo que o tornaria famoso mundialmente.O Hangar lançou dois Cd’s: Last Time e Inside Your Soul e o próximo cd já está a caminho.
No Hangar, abriu um show para o Angra, e em 2000, de passagem por São Paulo, Priester foi apresentado a Kiko Loureiro, que o convidou para fazer um teste para a banda, na época sem baterista: “Kiko e Rafael me falaram que já estavam testando outros bateristas e que se achassem algum baterista interessante eu perderia a chance. Na hora eu falei para eles: - Faça o teste com quem vocês quiserem, mas não decidam nada antes de me ver tocando. Mais tarde eles me disseram que essa confiança e segurança que eu tinha passado foram decisivas para que eles esperassem para me ver tocando ao vivo.”
Em 2004, ele foi eleito o melhor baterista de heavy metal do Brasil, pelas revistas Rock Brigade e Roadie Crew, as duas maiores publicações do gênero no país. Também venceu a votação no site brasileiro Whiplash. Na revista Burrn! do Japão, Priester foi o único brasileiro a entrar no ranking dos 30 melhores bateristas, em 2004, ocupando o 4º lugar na votação geral, posicionando-se à frente de nomes como Nicko McBrain (Iron Maiden) e Lars Ulrich (Metallica). “Hoje olho para trás e vejo que por mais duro que tenha sido o caminho que percorri para chegar onde estou, sempre tive a perseverança para acreditar que quem realmente sonha e faz por merecer, consegue. Sou uma pessoa comum que tinha um sonho e foi atrás para realizá-lo, e por mais difícil e ardorosa que tenha sido essa jornada, no fundo eu sempre soube que esse era o meu destino: - Ser músico. Em todos esse anos sempre existiram muitas superstições e outras coisas que me fizeram acreditar que esse era o caminho. No meio disso tudo sempre tive comigo um provérbio chinês que diz o seguinte: “Onde há uma vontade, há um caminho”.
Se você tem uma vontade, você pode fazer o seu caminho...
Aquiles Priester


INSIDE MY DRUMS




O vídeo registra um dos workshops que o batera fez ao longo de 2003 por todo o Brasil e foi gravado no Auditório Mix Music Hall do EM&T, em São Paulo, no dia 29 de novembro.
Assistindo-se às duas horas do DVD fica fácil entender porque o público e a imprensa especializada consideram Aquiles Priester o principal baterista de Heavy Metal do Brasil. Afinal, ali está, sem difarces e dissecada por várias câmeras, toda a técnica de Aquiles pilotando uma inacreditável bateria com quase 30 peças, ele faz esse kit monstruoso parecer pequeno, já que dá conta dele com tranqüilidade.
Como uma das marcas registradas do batera é o trabalho de dois bumbos, há uma câmera que registra essa performance praticamente em tempo integral. E o resultado impressiona, já que a precisão e a velocidade atingidas por Aquiles parecem simplesmente inalcançáveis. “Live In Concert – Inside My Drums” é um vídeo obrigatório para qualquer um que tenha o mínimo de curiosidade em saber como é feita aquela música que você tanto curte. Aquiles explica isso em detalhes neste DVD.

(Antonio Carlos Monteiro)

Track List do DVD:

1. Acid Rain
2. Inside your Soul
3. Judgement Day
4. Running Alone
5. Legions of Fate
6. Millennium Sun
7. Hunters and Prey
8. Falling in Disgrace
9. Unholy Wars
10. Heroes of Sand
11. No Command
12. Nova Era

Bonus Tracks:

Ask the Lonely (Journey)
Hangar version – Very Special Guest: Edu Falaschi
Perfect Strangers (Deep Purple)
Hangar version
Drum Solo
Recorded at Credicard Hall, São Paulo, on December 21st, 2002.
Extras: Bastidores da Workshop Tour pelo Brasil, Entrevista, Multi Angle, Bonus Tracks e Galeria de Fotos.


INSIDE MY PSYCHOBOOK




Por que lançar um livro com 100 exercícios de dois bumbos? Para mim, isso é muito fácil de responder. Em todo trabalho que venho realizando nos últimos 10 anos, esse é meu enfoque principal.
A técnica de dois bumbos hoje faz parte da linguagem musical do baterista moderno e deixou de ser uma ferramenta exclusiva do músico que toca heavy metal. A evolução das idéias e das técnicas desse estilo está sempre à frente e, a cada dia, percebo que o estudo dos dois bumbos é interminável, pois até as novidades estão sempre sendo recicladas. Desde que comecei a fazer workshops, sempre escuto a mesma pergunta em todos os eventos: qual o exercício ideal para aumentar minha habilidade nos dois bumbos? Esse método é a minha resposta para essa pergunta. Aqui estão 100 exercícios, dos básicos aos avançados, que mostram meu estilo de tocá-los.
Fiz questão de reforçar bem a base, já que sem isso não existe estrutura para se desenvolver corretamente e seguir desbravando o estudo desse estilo sem limites. Alguns exercícios foram tocados com dois rides mas, caso você não tenha dois rides no seu kit, pode fechar bem o seu hi-hat esquerdo e utilizá-lo para tocar os exercícios. Foi assim que comecei a desenvolver a mão esquerda nos grooves e a me interessar pelo segundo ride.
Naturalmente, eu conduzo os grooves quaternários em colcheias, acentuando a primeira e a terceira notas usando “down stroke”, enquanto a segunda e a quarta toco praticamente como “ghost note”, usando “up stroke”. É isso que caracteriza o meu groove e, dessa forma, mesmo tocando heavy metal, minha condução não fica reta e mecânica. Antes de começar os exercícios, dependendo da fórmula de compasso, o metrônomo tocará um compasso de espera – com exceção dos exercícios em que o andamento é mais rápido, nos quais deixei dois compassos de espera.
Estudar os exercícios dessa forma aumentará significativamente sua intimidade com a técnica de dois bumbos. Conforme você for praticando, outras novas idéias de grooves surgirão e você ainda ampliará cada vez mais o seu vocabulário.
Muita sorte e boa prática para todos! Um abraço,
Aquiles Priester


THE REASON OF YOUR CONVICTION



“The Reason Of Your Conviction” é um disco que pode ser interpretado de várias formas, principalmente porque são inúmeras as características que o compõem. Flertando com várias tendências e levando a capacidade técnica de seus músicos a extremos, o álbum jamais fica em cima do muro, preferindo mostrar uma cara e uma identidade totalmente próprias. Em vez de se acomodar na mesmice, o Hangar preferiu subverter algumas regras e se atirar de cabeça em aspectos tão esquecidos pelo heavy metal dos dias antissépticos em que vivemos, como ousadia, técnica e feeling. Como já vimos, com “The Reason Of Your Conviction” o Hangar resolveu saltar para os níveis mais altos de projeção dentro da cena do metal mundial. É quase impossível que não consiga.

(Antonio Carlos Monteiro)

Tracklist:

01. Just The Beginning
02. The Reason Of Your Conviction
03. Hastiness
04. Call Me In The Name Of Death
05. Forgive The Pain
06. Captivity (A House with a thousand rooms)
07. Forgotten Pictures
08. Everlasting Is The Salvation
09. One More Chance
10. When The Darkness Takes You
11. Your Skin and Bones (Bonus Track for Japan)

Bonus videos:
Call Me In The Name Of Death [video clip]
Call Me In The Name Of Death [making of]


FREAKEYS


"Tudo pode ser estranho, dependendo do ponto de vista".
Seja franco: quantas vezes você já viu um trabalho musical baseado em apenas uma frase? E numa frase ao mesmo tempo despojada e enigmática como essa aí em cima? Pois foi com base nesse dito que quatro conhecidos e virtuosos músicos de heavy metal desenvolveram seu trabalho.
O Freakeys nasceu para que Fábio Laguna (Angra e Hangar), Aquiles Priester (Angra e Hangar), Felipe Andreoli (Angra e Karma) e Eduardo Martinez (Hangar e Lápide) pudessem fazer “coisas que jamais faríamos nas nossas outras bandas”, como explica o baterista. O resultado disso acabou sendo uma música dífícil de rotular, uma espécie de mix de heavy metal com progressivo, temperado com muita ousadia e criatividade, mas muito fácil de se apreciar.
Para chegar no resultado que se ouve no disco de estréia, a banda trabalhou de forma totalmente inusitada. Fábio escreveu todos os temas em quarenta dias para seu novo disco solo, e quase um ano depois, junto com Aquiles, definiu os arranjos que seriam as bases do início do trabalho. O que seria um disco solo tomou naturalmente o caminho para um projeto tamanho o comprometimento dos músicos com as novas composições. Os dois ensaiaram os temas e os passaram para Felipe e Martinez. O passo seguinte foi a gravação: cada músico gravou em estúdio diferente, já que a idéia era que cada um trabalhasse onde se sentisse mais à vontade.
Agora, Freakeys, disco que leva o nome do quarteto, está saindo pela Voicemusic, para mostrar aos fãs de heavy metal em particular e de boa música em geral que, dependendo do ponto de vista, tudo pode ser estranho – mas pode ser muito bom também. Deixe a música do Freakeys surpreender você!!!

Tracklist:
1. One Cup One Lighter One Jack
2. Beetle Dance
3. The Dream Seller
4. Golden Bullet
5. Gallamawhat?!
6. Zoo Zoe
7. Freakeys
8. One More Coffee
9. Requiem Aeternam
10. Rucula’n’Rum


A MÁSCARA





Como surgiu e quais os detalhes da máscara do Polvo que você sempre costuma usar?

Aquiles Priester: Na verdade isso aí foi uma brincadeira, a gente estava fazendo uma tarde de autógrafos em Limeira/SP e eu vi uma máscara, que na verdade era uma máscara de goleiro de hockey. Aí quando eu vi a máscara pensei: " pô essa máscara vai ficar legal na minha bateria", porque ela era de alumínio, então, ia combinar com as ferragens, aí eu pedi a máscara,que era de uma pessoa que estava realizando o show lá, ele me deu e eu começei a usar.
Quando eu fui lançar o meu DVD ( Inside My Drums ), eu tava pensando em usar essa máscara como símbolo meu, só que aí eu fiquei preocupado com os direitos autorais, de saber de quem era a máscara, pois eu estava usando uma coisa que eu não sabia de quem que era. Então eu resolvi criar uma máscara utilizando o apelido que o Edu me deu ( Edu Falaschi - vocalista do Angra ) né, de POLVO, então aí eu peguei aquela antiga máscara minha e mantive as mesmas características e tentei dar uma cara de polvo-cibernético-alienígena. E foi assim que pintou, foi mais um esquema de brincadeira, não tinha uma intenção de ter um ícone, de ter uma imagem minha, sabe, foi coisa que acabou rolando, acho que foi até por isso que deu certo.

Retirado da entrevista realizada pelo site Rock on Stage.


O AUTÓGRAFO



Blog APP: Sobre o autógrafo, como você criou algo tão diferente e criativo?

Aquiles: Na verdade esse autógrafo já existe a mais ou menos uns 16 anos, pois na época que eu desenhava bastante eu costumava assinar meus desenhos dessa forma. Acho que a assinatura/símbolo que o Derek Riggs (desenhista que fez a maior parte das capas do Iron Maiden) usava me inspirou a tentar algo novo.


Aquiles Priester - AGENDA


16/11 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - São Carlos/SP

28/11 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Rondonópolis/MS

29/11 - Aulas Particulares com Aquiles Priester - Cuiabá/MT

30/11 – Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Cuiabá/MT

02/12 – Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Campo Grande/MS

03/12 – Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Dourados/MS

06/12 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Três Lagoas/MS

08/12 - Aulas particulares com Aquiles Priester em Curitiba/PR.

09/12 - Workshop Aquiles Priester + Nando Mello - Curitiba/PR

SHOWS - HANGAR:


12/10 - Hangar + Andre Matos e Banda - São Paulo/SP

13/12- Hangar + Andre Matos e Banda – Curitiba/PR

14/12- Hangar + Andre Matos e Banda - Porto Alegre/RS

18/12- Hangar + Andre Matos e Banda – Campinas/SP

19/12- Hangar + Andre Matos e Banda - Belo Horizonte/BH

20/12- Hangar + Andre Matos e Banda - Rio de Janeiro/RJ


Bateria Mapex Aquiles Priester



A Mapex, uma das maiores fabricantes de baterias no mundo, criou a bateria Mapex Limited Edition Aquiles Priester linha signature. Essa homenagem ganha mais importância ainda quando se leva em conta que é a primeira vez que um baterista brasileiro ganha um modelo de bateria signature fabricado por uma empresa internacional. A madeira utilizada para a fabricação foi a basswood, que é uma madeira que explora muito bem os sons mais graves. A bateria é composta por dois bumbos de 22”X18,5”, tons de 12”X10” e 13”X11”, surdo de 16”X16” e caixa de 14”X5,5”. A espessura de parede de todas as peças é de 9 mm, com exceção dos bumbos, que é de 12 mm. O bumbo não tem furação e os tons vêm com um sistema de suspensão sem furos na madeira e o acabamento de toda bateria é encerado. Ainda complementam a configuração da bateria duas estantes para pratos (uma reta e uma girafa), uma estante de caixa, banco e uma máquina de chimbal.




Michely Sobral

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BRASIL, Nordeste, FORTALEZA, Mulher




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Entrevista a Revista Comando Rock

 

Hangar: Condenado à complexidade do sucesso.

 

 

Com a turbulência e a inatividade momentânea do Angra, o baterista Aquiles Priester e o tecladista Fábio Laguna conseguiram tempo para o lançamento do terceiro álbum "The Reason of Your Conviction", que marca mudanças na direção musical e na estrutura do quinteto. Manter duas bandas em atividade ao mesmo tempo não é tarefa fácil, por isso o baterista Aquiles Priester (que também comanda as baquetas do Angra) e o tecladista Fábio Laguna (músico convidado no mesmo Angra) tiveram dificuldades para lançar o novo álbum do Hangar. "The Reason of Your Conviction" - terceiro disco do grupo - chega às lojas trazendo novidades depois de seis anos do lançamento anterior. O sucessor de "Inside Your Soul" (2001) tem como característica a sonoridade mais pesada e repleta de novas influências. O registro também é o primeiro trabalho conceitual feito pelo quinteto, sendo que todas as letras foram escritas pelo baterista (o que chama a atenção pelo fato de não se repetir no Angra). O conteúdo aborda a história de um sujeito que, após ficar adormecido, começa a sofrer alucinações. O novo material também marca a entrada do novo vocalista Nando Fernandes, que substituiu Michael Polchowicz. O antigo integrante decidiu deixar a banda devido às mudanças sonoras propostas em "The Reason of Your Conviction". Ainda completam o quinteto o guitarrista Eduardo Martinez, o baixista Nando Mello e o tecladista Fábio Laguna (músico convidado do Angra). O trabalho também conta com algumas participações especiais, entre elas a dos vocalistas Arnaldo Antunes (ex-Titãs) e Vitor Rodrigues (Torture Squad). Com o lançamento nas lojas, a banda prepara uma longa turnê de divulgação, que pode se tornar a primeira excursão internacional do conjunto.


A Comando Rock conversou com exclusividade com os integrantes do Hangar, que contaram sobre o lançamento do álbum "The Reason of Your Conviction", o complexo e intrigante conceito do CD, o fato de Aquiles escrever todas as letras do disco, as participações especiais e os planos para o futuro. O grupo também falou sobre como conciliam seus diversos projetos paralelos e o baterista explicou os planos de lançar uma autobiografia, que deve abordar os bastidores do Angra. Aliás, o músico também comentou um pouco dos problemas enfrentados pelo seu outro conjunto, que está oficialmente dando um tempo.


Comando Rock: O quinteto está lançando o novo álbum "The Reason of Your Conviction". Uma característica muito marcante no novo trabalho é o desprendimento de rótulos, pois o conjunto conseguiu agregar influências distintas como erudito e thrash metal.
Fábio Laguna: Espontaneidade é a chave para um trabalho consistente e duradouro. Não sabíamos como soaria depois de pronto. Fizemos as canções de forma livre agregando as influências de cada um, que são muito distintas entre os integrantes. O único rótulo comum a todos é a música pesada. Aliás, desprender-se de rótulos é a coisa mais louvável que uma banda pode fazer e, se você conseguiu enxergar isso em nosso trabalho, fico lisonjeado. Quando ouço um grupo novo é exatamente essa característica que procuro, senão prefiro ouvir os que souberam inovar há muito tempo.
Aquiles Priester: Só a banda sabe o que passou para ter este trabalho pronto. Foi um processo muito lento devido a nossa agenda com o Angra na época. Outra coisa que contribuiu para isso foi a distância física, pois somente eu e Fábio estávamos em São Paulo, os demais moram em Porto Alegre. Quando nos encontrávamos, fazíamos intensivos de quase 12 horas tocando e convivendo todo aquele processo mágico que cada conjunto sabe qual é o seu. Quando surgia uma nova idéia, ficávamos por horas trabalhando para achar as demais idéias para completar a composição. Nunca tivemos um modo de compor padrão. Tivemos várias formas diferentes e o mais importante de tudo é que temos muito orgulho deste novo CD.
Comando Rock: "The Reason of Your Conviction" é o primeiro registro conceitual feito pelo grupo. Por que decidiram seguir nesta direção?
Nando Fernandes: Isso foi uma idéia antiga do Aquiles, na qual ele através dos anos se preparou para escrevê-la, lendo muitos livros e assistindo a vários filmes sobre o tema.
Fábio: As músicas são muito densas e carregam uma atmosfera depressiva e neurótica. Isso é heavy metal! Optamos por explorar um tema específico durante todo o disco e falar sobre um serial killer como algo "natural" do ser humano foi uma escolha brilhante. Somos animais, como qualquer outro ser vivo que luta pela sobrevivência, e às vezes alguns de nós confundimos o sentido disso, especialmente num mundo tão conturbado como o atual. Não fazemos apologia à maldade, mas o Aquiles escreveu muito bem sobre o que todos nós temos de mal.
Comando Rock: Como se não bastasse a dificuldade de se criar um disco conceitual, a banda optou por uma temática bastante complexa sobre um sujeito que, após ficar adormecido, começa a sofrer alucinações.
Aquiles: Quando apresentei a idéia para a banda, todos ficaram com receio do tema, pois parecia um tanto limitado. Isso é o retrato da mente de um serial killer e como ele age estrategicamente. Achamos uma ligação forte entre a forma como este indivíduo age e pensa e a nossa música. O prefácio geral do disco explica bem o que queremos dizer. Resumindo de forma bem objetiva, no grupo temos uma maneira de pensar e agir que faz parte de um mundo nosso, um mundo em que realmente acreditamos.
Comando Rock: Outra coisa que chama a atenção nas letras é que todas foram escritas pelo baterista Aquiles Priester. Apesar de já ter contribuído antes, o baterista não tem a mesma oportunidade no Angra, o que é realmente curioso pela qualidade do material.
Aquiles: Estudei muito o assunto através de livros e filmes. Primeiro lia o livro e depois assistia ao filme, dessa forma conseguia entrar na estória e viver a sensação de cada personagem. No livro é ainda mais fantasioso, pois você precisa imaginar a história toda e até devanear como seria o personagem. Cheguei à conclusão que algumas vezes o livro é muito melhor que o filme. Até hoje, quando estou revendo algum filme, consigo identificar partes das letras que foram inspiradas nele. Sabia que teria de dar muitas explicações sobre esse assunto quando as pessoas vissem que tinha escrito todo o conceito e todas as letras do novo disco. Nunca pude fazer isso no Angra por diversas questões, mas a principal é porque a banda sempre teve excelentes compositores e talvez meu estilo não se adaptasse. O estilo musical do Hangar não tem nada a ver com o Angra e por isso sempre fez sentido manter o grupo ativo nesses dez anos.
Comando Rock: O novo CD também marca a estréia do vocalista Nando Fernandes. Como foi a adaptação ao novo integrante?
Fábio: Uma troca de integrante é uma fase maluca dentro de uma banda. A parte musical é sempre a mais fácil de ser resolvida já que a escolha do novo integrante é feita principalmente pelas qualidades musicais que ele pode trazer. Nos demais quesitos, como personalidade, manias, temperamento, só posso dizer que o Nando caiu como uma luva. Ele é uma pessoa carismática e aberta. Musicalmente sou suspeito para falar, porque para mim ele é o melhor vocalista do Brasil. Ele trouxe vida para o disco interpretando todas as canções com muita paixão.
Aquiles: A cada frase que gravávamos com o Nando, percebia que tínhamos perdido a ingenuidade, que agora poderíamos ter finalmente um grande álbum. As músicas precisavam de uma grande interpretação vocal e ele conseguiu fazer isso de forma maravilhosa. O alto astral do Nando é contagiante e temos nos divertido muito em tudo que fazemos. Estamos atravessando uma grande fase e tenho certeza de que nosso relacionamento sempre será preservado acima de tudo.
Comando Rock: O novo vocalista assumiu a vaga deixada por Michael Polchowicz, que inclusive trabalhou nos arranjos de algumas músicas presentes neste CD. Por que ele deixou o grupo?
Nando Mello: O amadurecimento natural das composições fez com que o nosso direcionamento musical ficasse cada vez mais distante do proposto inicialmente. Esta diferença fez com que ele se sentisse a vontade para deixar a banda. Ainda somos grandes amigos e respeitamos muito o trabalho que ele realizou junto com o Hangar.
Fábio: O Hangar acabou ficando pesado demais para o Mike. Ele tem uma voz maravilhosa, um timbre único. Mas, tanto ele quanto todos no conjunto perceberam que havia algo errado na química instrumental e vocal. Ele continua tendo um grande valor para a história do Hangar e vai ser sempre um grande amigo para todos nós.
Aquiles: O Mike mostrou que seu amor pelo Hangar estava acima de tudo. Quando tivemos problemas com as gravadoras com a demo deste disco, ele foi o primeiro que se manifestou para deixar o grupo. Temos grande estima pelo Mike, que abriu mão da sua participação no conjunto para que pudéssemos ir adiante, para que tentássemos chegar aonde sonhávamos quando ainda nem tínhamos gravado o primeiro CD.
Comando Rock: O novo trabalho conta também com algumas participações especiais. A primeira delas e que mais chama a atenção por não ter uma ligação direta com o heavy metal é o vocalista Arnaldo Antunes (ex-Titãs). Como surgiu a oportunidade?
Aquiles: Vi o Arnaldo narrando um texto num estúdio de um amigo meu e fiquei assombrado. Antes de ver a gravação, li o texto que parecia normal... Quando vi o resultado final, perguntei para ele se aceitaria gravar alguma coisa num disco de heavy metal e ele respondeu: "me chama que eu vou"! A partir dali percebi que a introdução deveria ser algo diferente do usual, que poderíamos chamar mais atenção das pessoas se fizéssemos narrações, pois isso combinaria muito bem com todo o clima do CD. Expliquei a idéia inicial para o Fábio e ele tocou umas linhas de cello muito assombrosas e foi fácil imaginar o resto. Fiquei muito lisonjeado quando Arnaldo falou que tinha adorado a frase: "e finalmente encontrei a paz através da dor e do sofrimento, de alguma forma a dor de dentro dos seus olhos é apenas o começo..." O que mais me chamou atenção foi a forma como ele se concentrava para gravar os takes, pois parecia que estava em outro mundo.
Comando Rock: Outro vocalista que marca presença no novo CD é Vitor Rodrigues (da banda de thrash/death metal Torture Squad). Como foi contar com os seus agressivos vocais?
Aquiles: O Vitinho já tinha participado até da demo na época que o Mike era nosso vocalista. Ele soube trazer sua interpretação para dentro da música e, além disso, temos grande respeito pelo trabalho do Torture. Se existe uma banda que merece reconhecimento são esses caras. Sou fã incondicional deles em todos os sentidos.
Comando Rock: O novo disco chega às lojas seis anos depois do antecessor "Inside Your Soul". Por que deste longo período sem lançamentos?
Fábio: O Hangar não é uma empresa. É uma banda de verdade. Não iremos lançar CDs por exigência de gravadora, nunca! Entre o "Inside Your Soul" e o "The Reason of Your Conviction" todos seguiram suas vidas, com seus trabalhos.
Aquiles: Talvez se tivéssemos lançado o sucessor de "Inside Your Soul" antes não estivéssemos prontos para fazer um disco como este. Um álbum complexo como este não é tão fácil de ser escrito. Todos esses anos de experiência nos ajudaram a encontrar um bom equilíbrio entre as partes técnica, musical e melódica.
Comando Rock: Todos os integrantes do Hangar possuem muitos projetos paralelos, em alguns deles vocês chegam a se encontrar. Como conseguem conciliar tantos projetos?
Fábio: Ao contrário da maioria das bandas, nas quais a "ciumeira" interna rola solta, no Hangar os projetos paralelos são bem-vindos. Para mim, eles são uma fonte de amadurecimento e crescimento musical, que no final das contas será usado no Hangar. Para conciliar a vida pessoal de cada um, nada melhor do que um bom planejamento e um direcionamento. Temos de saber a hora certa de concentrar as energias nesse ou naquele projeto e no momento o foco principal é o Hangar.
Comando Rock: Aquiles, falando em outros projetos, depois de escrever todas as letras do novo álbum, você também está escrevendo livros. O primeiro lançamento Inside My Psychobook é direcionado a bateristas abordando a técnica de dois bumbos.
Aquiles: Esse livro é uma espécie de enciclopédia de dois bumbos e traz 100 grooves com dois bumbos, sendo que muitos deles já foram usados em músicas que gravei. Além desses, têm muitas levadas inéditas que nunca foram usadas. Espero que neste ano consiga gravar um DVD aula abordando a parte técnica e também explicando um pouco a forma como componho na bateria.
Comando Rock: Você também promete lançar uma autobiografia, na qual deve revelar tudo que aconteceu em sua vida inclusive os bons e maus momentos ao lado Angra. O que pode nos adiantar sobre o projeto?
Aquiles: Já estou fazendo isso há quase dois anos. Dá muito trabalho falar de si mesmo e ainda ser completamente imparcial. Tenho medo que as pessoas confundam isso com uma revista sensacionalista que vai falar mal do Angra de forma pejorativa. O livro vai contar a história da minha vida desde que nasci e o Angra está inserido nela. Vou relatar de forma adulta os acontecimentos que vivi na banda. Tem dois escritores e um repórter de música juntos no projeto e eles estão selecionando as melhores partes. Já estamos na fase de compilação de fotos e material raro e só falta uma entrevista para finalizar tudo. Será um livro muito rico em detalhes em todos os sentidos.
Comando Rock: Falando em seu outro grupo, o Angra está oficialmente dando um tempo. Porém, há rumores de que a banda estaria passando por momentos difíceis, inclusive com problemas com os empresários e até a possibilidade de mudanças dentro do conjunto.
Aquiles: Isso tudo é verdade e não é novidade para mais ninguém. O grupo está estudando a troca do empresário e isso é tudo que sei, pois não tenho sido chamado para as reuniões nos últimos meses. Essas coisas são bem demoradas, pois envolvem todo o histórico da banda. Não sou dono da marca Angra e nem sócio, por isso não posso falar mais nada sobre o assunto. Acho que os integrantes fundadores são as melhores pessoas para dar alguma explicação. Qualquer coisa que falasse seria sem fundamento nenhum, portanto, prefiro ficar quieto até que saiba o que devo falar.
Comando Rock: Pensando na continuação da carreira do Hangar, quais são os demais planos para o futuro do quinteto?
Aquiles: Temos boas chances de fazer turnês fora do País e isso tem nos deixado muito felizes. Queremos gravar um DVD em algum lugar nesta turnê e ainda gravar um novo álbum até o final deste ano. Já temos vários fragmentos de novas músicas e vamos começar a compor novo material nas folgas que tivermos. Ainda é muito cedo para dizer alguma coisa mais concreta, mas estamos muito confiantes neste CD, pois figurou bem na lista dos 50 mais vendidos de metal no Japão ano passado.



- Postado por: Michely Sobral às 21h11
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Comunicado Oficial sobre o cancelamento do show

 

de Maringá/PR: 


A banda Hangar vem por meio desta, esclarecer que não teve nada a ver com o cancelamento do show de Maringá do dia 19 de março de 2008. Os promotores locais Marcelo Arado e João Paulo comunicaram a banda do cancelamento no dia 17 de março de 2008 na parte da tarde.

No entanto, a banda fez questão de ir até Maringá para publicar uma nota oficial na mídia local, bem como tentar encontrar os promotores para obter maiores informações e esclarecimentos. Os promotores só se manifestaram através de representantes e em momento algum estiveram pessoalmente com a banda, o que demostrou a falta de profissionalismo deles.

A banda esteve no local do show junto com a banda de abertura Ablaze e ainda fotografou o comunicado (Clique aqui para ler.) divulgado pelos contratantes, que não tem nada a ver com a opinião e postura da banda.

Por outro lado, a banda já está com show marcado em Maringá no Tribos Rock Bar no dia 14 de junho de 2008. 

Agradecemos pela compreensão de todos e lamentamos o ocorrido. Com certeza compensaremos vocês com um grande show. 

Banda Hangar.


- Postado por: Michely Sobral às 21h02
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Aquiles Priester: Workshow em Criciúma /SC.

 

 

 

Serviço:

Data: 30/03/2008

Hora: 19h00

Local: Teatro Elias Angeloni

Cidade: Criciúma - SC

Endereço: Paço Municipal Marcos Rovaris, Rua Domenico Sônego, s/n

88804-050 – Bairro Sta. Bárbara. 

 

Informações:

Fone: (48) 9107.0777

Fax: (48) 3445.8840

Email: fccri@terra.com.br



- Postado por: Michely Sobral às 18h21
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Resenha: TROYC no Whiplash!

 

“Rigorosamente preciso. Estas palavras conseguem resumir a sensação que “The Reason Of Your Conviction” passa ao ouvinte. Suas composições vêm sendo preparadas desde meados de 2002 e, mesmo com muitos fãs compreensivelmente acreditando que a banda não fosse continuar suas atividades em função dos compromissos de Aquiles Priester no Angra, o fato é que o Hangar vingou e, o melhor, fez com que seu terceiro álbum se tornasse praticamente uma unanimidade entre a crítica e público, que passou a considerá-lo como o ponto alto de sua carreira”.

 

Por: Bem Ami Scopinho

 

 

“The Reason Of Your Conviction” conta com a efetiva participação de todos os músicos no processo de composição, que dão um show em termos de maturidade, onde cada um tem seu devido espaço, mas de forma lúcida e sempre visando o objetivo final: a música em si. Tendo como conceito os meandros da mente de um serial killer, o Power Metal Melódico que alavancou a carreira da banda atravessa indiscriminadamente o disco de uma ponta à outra, mas tudo está tão bem trabalhado que consegue fugir do óbvio. Nada aqui é revolucionário, mas empolgante.

 

Individualmente, a grande fera é o próprio Aquiles, que sempre procura acrescentar batidas onde seria impensável para muitos – atentem em “The Reason Of Your Conviction” ou “Captivity (A House With A Thousand Rooms)”, por exemplo. A interpretação do novo vocalista Nando Fernandes é outra que se mostra infalível, passando com folgas todo o clima atormentador, obscuro e enigmático inerente à estória. E, para uma maior adequação de todo o ambiente proposto, o disco também traz a participação de Arnaldo Antunes (Titãs) e Antoniela do Canto fazendo algumas narrações pelo CD, além do vocalista Vitor Rodrigues (Torture Squad) aumentar o impacto da ótima “Hastiness” e “Everlasting Is The Salvation”.

A preocupação com a imagem vem sendo grande na atual fase do Hangar. Tudo foi calculado e está conectado, desde a concepção, projeto gráfico, site oficial da banda e videoclip. E o DVD que acompanha o disco, com o video de “Call Me In The Name Of Death” e seu making of, mostra toda a atenção a muitos destes detalhes – além de brincadeiras, família e uma curta, mas homérica seção de arrotos...

 

Nota: 9

Fonte: http://whiplash.net/materias/cds/070110-hangar.html



- Postado por: Michely Sobral às 10h30
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